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26/11/2006
Post 8 - Ária Cigana
Grande
noite.
Depois do ensaio voltei junto com o Grossi para o Hotel.
Quem abriu a noite foi Pablo Fagundes, com uma
apresentação perfeita. Seu repertório foi
"complicado" ...hehehe tocou Hamilton de
Holanda, Jacob do Bandolin... repertório de choro. Pablo tocou com
músicos que deram um show, um grupo de choro aqui de
Fortaleza chamado Bem Brasil, "grandes chorões"!
Momentos de surpresa...
Entra Jehovah da Gaita, com uma apresentação
muito além do tocar. Jehovah é um dos
grandes intérpretes
da harmônica, e fora isso uma grande pessoa.
Jehovah durante todos estes dias passou rodeado de jovens, nós
gaitistas, e não perdeu o pique em nenhum momento. E depois de tudo na
madrugada ainda agitava de comer uma peixada.
Sem dúvida nenhuma a apresentação
do Jehovah (não vou chamá-lo de Sr.
porque ele também fala o Sr. está no Céu) foi a mais emocionante
que eu já vi.
Ele foi além, tocou todas as pessoas da platéia com seu carisma e
sensibilidade.
Em uma pausa de sua apresentação, ele nos contou que na noite
anterior foi madrugada a dentro afinando uma gaita cromática para tocar
aquela música e perguntou onde eu estava na platéia,
pois não tinha me visto. Eu l evantei para ele me
ver e ele falou que aquela música
era em homenagem ao Ulysses Cazallas.
Ele tocou Ária Cigana uma música que o Ulysses
compôs e tocou para ele e eu também escutei diversas vezes.
Foi emocionante, sei que não vou conseguir transmitir
a emoção que o Jehovah causou na platéia.
Jehovah estou eternamente grato pela sua generosidade.
E para não faltar, logo quando ele terminou a música me
chamou para o palco para tocar com ele. Que maravilha dividir o palco com
ele!
A apresentação do Jehovah foi inesquecível!
O presente do dia...
Gabriel sobe ao palco.
Com um super time. Vale lembrar que
todos os músicos que acompanharam os gatistas do evento
eram de Fortaleza.
Gabriel tocou um repertório de música
brasileira: Tom Jobin, Mauricio Einhorn. O Gabriel é a mistura
da razão e do sentimento e tudo isso proporciona uma explosão maravilhosa
no palco. Não é por acaso que está recebendo
todo esse sucesso.
Foi maravilhoso ver o Gabriel tocar em uma Bends Stretto 48 vozes e o melhor
de tudo foi que ele gostou. A gaita respondeu bem ao seu
sopro e todos sabem que o Gabriel tem um sopro único.
É isso ai, o Gabriel tocou e aprovou o nosso primeiro protótipo
da Stretto.
Ainda estou em estado de êxtase de ver aquele olhar de menino e sorriso
maroto admirando o nosso fruto.
O evento foi fantástico. Viva Fortaleza! Viva Gonzagão
e Viva a Harmônica brasileira. Essa
fusão de estilos, sentimentos e sonoridade.
Agradecido a toda a equipe que se dedicou
para a construção desse sonho que agora é realidade:
Bends.
Abraço.
Melk Rocha
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